sexta-feira, 30 de julho de 2010

O dia em que envelheci dez anos

Os tempos mudaram e tudo está mais moderno, até as brincadeiras das crianças. Brincar para as gerações passadas era utilizar-se, muito mais, da criatividade, as crianças não tinham brinquedos como hoje, e nem precisavam. A diversão não dependia de algo que estivesse pronto ou fosse digital, apenas bastavam tocos de madeira, pedrinhhas legumes, pinhas e uma "soga", como dizia minha mãe.
Sujar-se a passar tempo com outrás crianças esperando pelo grito de um adulto avisando que está na hora de ir para casa sempre foi muito saudável, mas ir embora reclamando por ter de despedir-se dos amigos, são marcas da infância.
A nossa geração trocou a interação presencial, pelos momentos virtuais em que se encontram em jogos e sites oferecidos pelo novo mundo que só cabe dentro de uma caixa, atrás de uma tela. Um dia desse quando estava conversando com algumas crianças colecionadoras de albúns de figurinhas da Copa, pensei: esta é uma brincadeira saudável e emocionante, que bom encontar crianças assim, resolvi compartilhar com eles, "nossa que legal esperar pela figurinha certa, o quant vocês devem comprar para poder acertar!", a respota me envelheceu pelo menos dez anos: "tia você não precisa comprar um pacotinho de figurinhas, é só entrar em um site e encomendar a figurinha que você quer". Me senti um tanto decepcionada e desatualizada.
No entanto não é só ageração das crianças que sofreu modificação em seus hábitos em consequencia dos aparelhos eletrônicos, as mudanças são observadas no comportamento de pessoas em várias faixas etárias. Meu tio é um exemplo, estava conversandio com ele e perguntei o que andava fazendo últimamente, ele tem 70 anos e eu esperava que respondesse que continuava passando as tardes na chácara. A resposta foi outra, ele me disse, " fico mais aqui pelo computador, em torno de 4 horas por dia, descubro sites e troco emails". Fiquei feliz e surpresa ao mesmo tempo, álias, ele faz parte da geração que teve uma infância criativa e prazerosa. Mas e a nova geração de crianças, como fica?

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